Programação do Festival Curta Canedo 2026 reúne produções de Ângelo Lima, Selma Parreira, Caio Godoi e Martins Samara no dia 25 de setembro
A diversidade de histórias, personagens e territórios de Goiás chega à tela do Festival Curta Canedo 2026 com a Mostra Curta Goiás. A programação reúne quatro filmes dirigidos por realizadores com diferentes trajetórias no audiovisual, mas que têm em comum o olhar para questões humanas, culturais e sociais.
Com o conceito “4 filmes, 4 olhares, muitas histórias de Goiás”, a sessão acontece no dia 25 de setembro de 2026, a partir das 19h, na Estação Cultura – Escola de Artes José Rodrigues, em Senador Canedo. A entrada é gratuita.
Após as exibições, haverá uma roda de conversa com os diretores, proporcionando ao público a oportunidade de conhecer os processos criativos e discutir cinema, produção independente, memória, território e cultura goiana.
“Lourdes e Leide”, de Ângelo Lima
Abrindo a mostra está “Lourdes e Leide”, documentário dirigido por Ângelo Lima, com 19 minutos e 33 segundos e classificação livre.
O filme aborda a história de Lourdes e as memórias de sua filha, Leide das Neves, que morreu em decorrência do acidente com o Césio-137, ocorrido em Goiânia. A produção coloca em primeiro plano a memória, a perda e as marcas deixadas por um dos episódios mais dolorosos da história recente de Goiás.
Quem é Ângelo Lima
Conhecido como “Carlitos do Cerrado”, Ângelo Lima é cineasta e ator e possui uma trajetória marcada pela produção de curtas-metragens. São mais de 30 curtas e cerca de 35 prêmios conquistados ao longo da carreira.
Entre suas obras estão Amarelinha, Icologia e Ruídos da Fé. Seu trabalho é reconhecido pelo registro da memória, da cultura popular e das histórias de Goiás.
O diretor segue atuante no audiovisual, com trabalhos recentes como Quando Ouço Falar em Cinema, Me Visto de Carlitos (2024), Juão com Fibra (2025) e Cavalhadas Eternas (2026).
“ROL – O Rio Levava as Manchas da Vida”, de Selma Parreira
A segunda produção é “ROL – O Rio Levava as Manchas da Vida”, dirigida por Selma Parreira. O filme experimental tem 14 minutos e 40 segundos e classificação livre.
A produção utiliza uma combinação de fotografia, poesia, pintura, animação e inteligência artificial para dialogar com as memórias de Dona Delice, ex-lavadeira do Rio Vermelho, na Cidade de Goiás.
O filme resgata não apenas a memória de uma personagem, mas também histórias relacionadas ao trabalho das lavadeiras e à relação entre mulheres, rio, território e cotidiano.
Quem é Selma Parreira
Selma Parreira é cineasta, artista visual, arte-educadora e pesquisadora. Sua produção artística transita por diferentes linguagens, como pintura, instalação, intervenção urbana e vídeo.
Desde 2009, desenvolve uma pesquisa artística voltada às lavadeiras do Rio Vermelho, explorando temas como memória, trabalho, território e a presença das mulheres na história da Cidade de Goiás.
“Deus Lhe Pague”, de Caio Godoi
A terceira produção da mostra é “Deus Lhe Pague”, uma ficção dirigida por Caio Godoi. O filme tem 20 minutos e classificação indicativa de 12 anos.
A história acompanha Deuszemar, apresentado como o mendigo mais velho da Praça Matriz. Sua autoridade é desafiada por Júlia e, entre conflitos e encontros, sua trajetória passa por transformações.
A produção utiliza a ficção para abordar relações humanas, conflitos e mudanças na vida de seus personagens.
Quem é Caio Godoi
Caio Godoi é cineasta, roteirista e produtor audiovisual. É graduado em Comunicação Social – Audiovisual pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), formação concluída em 2018.
Sua atuação está ligada à produção audiovisual e à participação em oficinas, cursos e festivais voltados ao cinema, contribuindo para o fortalecimento da produção independente e da formação de novos profissionais do setor.
“Partes de Mim que Esqueci”, de Martins Samara
Encerrando a seleção está “Partes de Mim que Esqueci”, dirigido por Martins Samara. O filme tem 11 minutos e 34 segundos e classificação indicativa de 12 anos.
A produção apresenta um retrato de Emília e de sua luta para existir para além do papel de mãe, abordando questões como maternidade, trabalho, sobrevivência e independência.
O filme propõe uma reflexão sobre identidade e sobre os diferentes papéis que uma mulher pode assumir ao longo da vida.
Quem é Martins Samara
Martins Samara é graduanda em Cinema e Audiovisual pela Universidade Estadual de Goiás.
Além da direção cinematográfica, atua profissionalmente como fotógrafa still, segunda assistente de câmera e diretora de fotografia, desenvolvendo diferentes funções dentro do audiovisual.
Também dirigiu Carlota, ampliando sua atuação na produção cinematográfica.
Diretores e público juntos na roda de conversa
Depois da exibição dos quatro filmes, os diretores participam de uma roda de conversa com o público.
A proposta é transformar a sessão em um espaço de troca sobre os bastidores das produções, processos criativos, desafios da produção independente e a importância de contar histórias que fazem parte da memória e da cultura de Goiás.
O encontro também permite que o público conheça mais de perto os realizadores responsáveis pelas obras apresentadas na mostra.
Serviço
Mostra Curta Goiás – Festival Curta Canedo 2026
Data: 25 de setembro de 2026
Horário: a partir das 19h
Local: Auditório Regina Célia- SENAPREV
Cidade: Senador Canedo – Goiás
Entrada: gratuita
Filmes:
• Lourdes e Leide — Ângelo Lima
• ROL – O Rio Levava as Manchas da Vida — Selma Parreira
• Deus Lhe Pague — Caio Godoi
• Partes de Mim que Esqueci — Martins Samara
Após as exibições: roda de conversa com os diretores.
Cinema goiano na tela. Realizadores na conversa. O público no centro da experiência.
A Mostra Curta Goiás integra a programação da 10ª edição do Festival Curta Canedo, que em 2026 celebra uma década de realização e de incentivo ao acesso ao cinema e ao audiovisual goiano.
Texto por equipe Festival Curta Canedo 10 anos

















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