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O Curta Canedo 2026 no Auditório da  SENAPREV, democratiza o acesso ao cinema e supera expectativas em dois dias de programação

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O Festival Curta Canedo 2026 – 10 Anos Nos Trilhos da Cultura realizou, nos dias 24 e 25 de setembro, uma programação especial no Auditório Prof.ª Regina Célia, no SENAPREV, em Senador Canedo (GO), consolidando mais uma etapa de sua trajetória de dez anos dedicada à democratização do acesso ao cinema brasileiro, à formação de novos públicos e à valorização da produção audiovisual independente.

Sob a liderança e da produtora cultural, idealizadora e coordenadora geral Carmelita Gomes, o Curta Canedo transformou o espaço público em ponto de encontro entre cinema, arte, memória, cultura, formação, economia criativa e participação popular. Durante os dois dias, o festival reuniu realizadores, artistas, autoridades, estudantes, idosos, produtores culturais e público de diferentes gerações.

A ocupação do SENAPREV reforçou uma das principais características do Curta Canedo ao longo de sua história: levar o cinema até as pessoas, ocupar equipamentos públicos com programação cultural gratuita e aproximar a população da produção audiovisual brasileira.

Quinta-feira reuniu cinema, arte, economia criativa e vivências

A programação do dia 24 de setembro começou às 15h com a Feira Criativa, que integrou diferentes linguagens artísticas e iniciativas da economia criativa.

O público pôde acompanhar exposição de literatura do escritor Ivanor Florêncio, artes plásticas com Alan Alves e Ivanor Florêncio, além de trabalhos ligados à Cultura Geek, Blother 3D e Eco Artesanato de Maria Arteira.

Às 15h30, o Momento Cultural SECULT/SEMASC

Apresentou o Coral dos Idosos, sob a Coordenação de Leticia Carla, regencia de Elaine Lopes e Acompanhamento do Musico Professor Edison Batista . Com apresentação lindíssima com mais de 60 componentes, ampliou a presença

da música, da memória e da cultura popular dentro da programação do festival.

Filme convidado e Bate Papo: Memorar: Terceiro Tempo da diretora Beatriz Ohana

Na sequência, o Curta Canedo realizou um dos momentos mais afetivos da tarde, com a exibição do filme convidado: Memorar: Terceiro Tempo da diretora Beatriz Ohana, dedicado à trajetória de Zoraide Bastos, uma mulher de 82 anos cuja história despertou emoção, identificação e muitas risadas entre o público presente.

A obra cinematográfica apresenta as peripécias e experiências de Zora ao longo da vida, incluindo suas viagens pelo mundo e uma trajetória marcada por movimento, curiosidade e permanente reinvenção. Mesmo depois da aposentadoria, ela continuou construindo novos caminhos e, aos 82 anos, é atriz, escritora e carateca, mostrando que criatividade, arte, aprendizado e disposição não têm idade.

Após a sessão, o Curta Canedo promoveu um delicioso bate-papo com aposentadas e convidadas, criando um espaço de troca sobre histórias pessoais, memórias, sonhos, envelhecimento ativo, autonomia e novas possibilidades de vida após a aposentadoria.

O encontro aproximou ainda mais o cinema do cotidiano das participantes e reforçou uma das propostas centrais do festival: utilizar o audiovisual como instrumento de encontro, identificação, valorização das trajetórias humanas e formação de público em todas as idades.

A atividade também evidenciou a importância da presença da pessoa idosa na cultura e no audiovisual, não apenas como espectadora, mas como protagonista de histórias, experiências e produções artísticas.

 Curta a Cidade e Inteligência Artificial aproximaram o cinema da história local

Às 16h, a Mostra Curta a Cidade apresentou o filme “Senador Canedo – História e Trajetória da Cidade”, dirigido por Janio Gomes, valorizando a memória, a história e a identidade do município.

Às 16h30, a programação avançou para o debate sobre novas tecnologias com o Curta Inteligência Artificial, que exibiu o filme “CANEDO”, de Sidney Vilela. A sessão foi acompanhada por conversa com os diretores canedenses Sidney Vilela e professor Janio, aproximando o público dos processos de criação audiovisual e das possibilidades contemporâneas de produção.

Performance e solenidade marcaram a abertura da programação noturna

Às 18h, o público acompanhou a performance “Desejos”, interpretada pelo ator Vanildo Sousa, com dramaturgia e direção de Ivanor Florêncio.

A abertura oficial da programação noturna reuniu representantes de diferentes instituições e parceiros do festival. Participaram Ana Maria Emos, pelo SENAPREV; Maria Betânia Gondim, pela SEMASC; Vanilda Vieira Cardoso, pela SEMAC; Jesiel Marcos e Luciano Júlio de Jesus, pela SECULT; além da idealizadora e produtora cultural Carmelita Gomes.

O encontro reforçou o caráter plural da programação e a articulação entre cultura, comunidade, poder público, audiovisual e participação social.

10ª Mostra Curta Brasil destacou o cinema independente

Um dos principais momentos da quinta-feira foi a 10ª Mostra Curta Brasil, apresentada sob o tema “Cine Interiorano: Vozes Independentes”.

A sessão exibiu as produções:

  • “Cine Interiorano: Vozes Independentes”, com direção de Bruna Franco, Júlio Ribeiro, Laura Briguenti e Thamires Victória;
  • “Eu vou… por que não?”, de Raquel Rosa;
  • “MARILAK”, de Carlos Mosca;
  • “A LIGAÇÃO”, de Isaac Brum.

A mostra abriu espaço para produções que dialogam com diferentes realidades brasileiras, fortalecendo a circulação de obras independentes e a presença de realizadores fora dos grandes centros de produção.

Na sequência, a 10ª Mostra Povos Originários apresentou “Terra das Estrelas Distantes”, de Felipe Aufiero, e “YBY KATU”, produção de 2024 ligada à Aldeia Potiguara Katu, no Rio Grande do Norte.

“Cine Interiorano: Vozes Independentes – O desafio de fazer cinema no Centro-Oeste do país”

O encontro avançou para uma roda de conversa com os realizadores Isaac Brum da Kino Filmes e Festival Kino, Raphael Silva do Fetival Favera e VeraCult, a atriz Ivone Cruz e público sobre o tema “Cine Interiorano: Vozes Independentes – O desafio de fazer cinema no Centro-Oeste do país”, criando um espaço de reflexão sobre produção, circulação, financiamento, formação e acesso ao audiovisual.

Sexta-feira valorizou o cinema goiano e diferentes linguagens

No dia 25 de setembro, o Curta Canedo voltou ao Auditório Prof.ª Regina Célia com uma programação dedicada especialmente à produção regional, à experimentação audiovisual e ao cinema de gênero.

Às 19h, a 10ª Mostra Curta Goiás colocou em evidência produções e realizadores do estado, reafirmando o compromisso do festival com a valorização do cinema goiano e com a criação de espaços de exibição para obras produzidas em Goiás.

Às 20h40, a Mostra Videoclipe e Vídeo Dança ampliou o diálogo entre cinema, música, corpo, performance e linguagem audiovisual.

Já às 21h, a Mostra Macabra levou ao público produções voltadas ao horror, ao suspense e às narrativas fantásticas.

Foram exibidos:

  • “No Limite do Lavabro”, de Alex Pizano;
  • “A Mulher da Corrente”, realizado por alunas e alunos da rede pública de ensino de Santa Cruz de Goiás;
  • “Código Pirata”, de Lallo Bocchino;
  • “Descamar”, de Nicolau.

A diversidade de linguagens e propostas demonstrou a amplitude da curadoria do Curta Canedo, que ao longo de sua programação aproximou o público de diferentes formas de fazer cinema.

Dois dias que superaram as expectativas

Os dois dias de atividades no Auditório Prof.ª Regina Célia, no SENAPREV, superaram as expectativas da organização, tanto pela participação do público quanto pela diversidade e intensidade das ações realizadas.

Mais do que utilizar o auditório como local de exibição, o Curta Canedo 2026 ocupou um espaço público e o transformou em território de cinema, arte, formação, memória, encontro e convivência.

Gratidao a Ana Maria Emos Presidente da Senaprev e equipe

Ao levar mostras, performances, exposições, rodas de conversa, apresentações culturais e realizadores diretamente para um equipamento público, o festival fortaleceu o princípio que acompanha sua trajetória há dez anos: o cinema precisa chegar a todos.

A proposta do Curta Canedo não se limita à exibição de filmes. O festival atua também na formação de novos públicos, estimulando o contato de jovens, adultos e idosos com o audiovisual brasileiro, promovendo debates e ampliando a compreensão do cinema como expressão artística, cultural, social e educativa.

Em sua edição comemorativa, o Curta Canedo 2026 – 10 Anos Nos Trilhos da Cultura reafirmou que democratizar o cinema brasileiro passa também por ocupar escolas, praças, auditórios, instituições públicas e espaços comunitários, aproximando realizadores e população.

Mais uma vez, o festival mostrou que democratizar o cinema é abrir portas, formar plateias, criar diálogo e fazer dos espaços públicos verdadeiros trilhos de acesso à cultura.

CURTA CANEDO 2026 – 10 ANOS NOS TRILHOS DA CULTURA
“Democratizar o Cinema Brasileiro é trilhar novos caminhos!”

REALIZAÇÃO
Festival Curta Canedo | Criativa Studio Cultural

PRODUÇÃO CULTURAL
Carmelita Gomes | Criativa Studio Cultural

CURADORIA

Carmelita Gomes

JURI

Atriz Mineia Francisca e Ator Vanildo Sousa

APOIOS:

SENAPREV | SEMAC | SEMASC | SECULT

Instituto Ivanor Florencio

Feira Criativa

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