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Moradores do Assentamento São Carlos e região se manifestam contra o fechamento da Escola Olympia

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Moradores do assentamento São Carlos, União dos Buritis, Bom Sucesso e região realizaram, nesta quinta-feira (18/12), uma mobilização para manifestar repúdio à proposta de transferência da Escola Municipal Olympia Angélica de Lima para a unidade Pingo de Gente, no distrito de Colônia de Uvá, no município de Goiás. A decisão, apresentada em reunião na Prefeitura Municipal, tem gerado forte reação da comunidade escolar e de lideranças locais

Fernando Alves, morador do assentamento São Carlos e pai de aluno da escola, participou da reunião realizada na última terça-feira (16/12), na prefeitura, representando os pais dos estudantes:

“Fomos informados de que a escola seria transferida”, relatou Fernando, destacando que a medida afeta diretamente a escola traria prejuízos educacionais, sociais e logísticos, especialmente para as crianças e suas famílias dos assentamento São Carlos, União dos Buritis, Bom Sucesso e regiões ,além de enfraquecer a educação no campo.

A escola é considerada um ponto de referência para a comunidade e fundamental para a permanência das famílias na região. da situação, a comunidade organizou uma mobilização para discutir o tema e demonstrar que não concorda com a transferência da escola. Grande participação popular, evidenciando a força do movimento e a união dos moradores em defesa da permanência da unidade escolar.

A reunião contou ainda com a presença dos vereadores Sebastião Alves de Carvalho Júnior (Júnior da Areia), Sidnei Antônio Rosa e Solinar Pinto dos Santos. A Universidade Estadual de Goiás (UEG) foi representada pelo diretor do Câmpus Cora Coralina, Rodrigo Bastos Daúde, pelo professor e pesquisador Robson de Sousa Moraes e pelo pesquisador Lindomar Rodrigues dos Santos Júnior, além da Divina Souza, representando o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agircultores e Agricultoras Familiares de Goiás. Eles ouviram e dialogaram com a comunidade, pais de alunos e funcionários da escola.

Ao final do encontro, os moradores saíram confiantes de que serão ouvidos pelo poder público. “Temos a certeza de que o prefeito e a gestão municipal vão nos ouvir e voltar atrás dessa ideia. A escola precisa permanecer aqui no assentamento São Carlos”, afirmou Fernando Alves.

Enquanto aguardam um posicionamento definitivo do poder público, os moradores seguem mobilizados e defendem que a Escola Olímpia Angélica de Lima permaneça no assentamento São Carlos, ressaltando a importância do diálogo e da escuta da comunidade antes de qualquer decisão.

Nota da Prefeitura

Após a mobilização, a Prefeitura de Goiás divulgou na manhã desta terça-feira(18/12) no Instagram uma nota oficial, por meio da Secretaria Municipal de Educação, esclarecendo que, após avaliação criteriosa, foi identificado déficit de estudantes tanto na Escola Olímpia Angélica de Lima quanto na Escola Pingo de Gente.

Segundo a nota, a Secretaria iniciou conversas com a equipe pedagógica e lideranças do assentamento para estudar medidas de adequação da rede, levando em consideração dados concretos, a qualidade do ensino, os níveis de aprendizagem e o impacto na comunidade. A administração municipal afirma ainda que não há decisão tomada, até o momento, sobre fechamento de escolas ou qualquer mudança na rede, e que qualquer deliberação será fruto de diálogo com a sociedade.

A Secretaria Municipal de Educação reafirmou, por fim, o compromisso com uma educação pública universal e de qualidade.

Higor César Ferreira- Repórter e editor do Jornal Imprensa Criativa cidade de Goiás

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