Comida típica de qualquer roça, servida cedo com jacuba, com um requentado de janta ou com banana, fazia parte do café da manhã do tropeiro, do boiadeiro, do roceiro Goiano ou de qualquer parte do país
Uma forma de conservar esse alimento que hoje é prato típico caipira brasileiro, servido a preço de ouro em restaurantes especializados. Eu mesmo, numa época fazia pra vender em potinhos, fazia assim:
1kg de farinha de mandioca torrada de boa procedência
1kg e meio de carne de seca. Sem nervos, com pouca gordura.
2 cebolas.
alho
pimenta em conserva (malagueta)
No dia anterior pico a carne, lavo e deixo de molho até o outro dia. Escorro, e afervento, jogo a água fora, coloco mais ou menos uns dois dedos de banha na panela, soco o alho, pico a cebola, frito tudo muito bem até ficar bem sequinho.
Junte aos poucos no pilão carne e farinha, a banha vai também, soque até desfiar tudo.
Hoje há quem substitua o pilão pelo liquidificador ou triturador de alimentos. Eu realmente nunca fiz assim. No final, acerte o sal.
Guarde em potinhos bem secos ou em latas! Dura 15 dias ou mais.
Minha avó, que Deus a tenha, socava junto um pedaço de linguiça frita e torresmos fritos bem sequinhos, falava que era pra “amaciar” a paçoca. Comíamos com banana e arroz branco bem molhadinho.
Texto e foto por Rafael Lino Rosa
Rafael Lino Rosa é colunista do Jornal Imprensa Criativa, responsável pela coluna “Cantinho da Culinária Goiana”. Toda mês ele fala sobre a gastronomia do Estado de Goiás, mostrando o melhor da culinária.
Professor Dr. Rafael Lino Rosa é goianiense, é Filósofo com licenciatura plena pela UCG. É mestre e Doutor em Ciências da religião pela PUC-GO. Além de Teólogo , pesquisador, e escritor com quatro livros publicados sobre a religiosidade do povo Goiano e do Vilaboense. Possui uma página no Facebook desde 2013, destinada a troca de conhecimento sobre a cultura goiana. “O Cantinho Goiano” Gastronomia, Artes e Cultura. Com mais de 20 mil membros. Rafael Lino Rosa é Comendador do Estado de Goiás pela Ordem do Mérito Anhanguera pelos relevantes serviços prestados continuamente sobre a cultura do estado. Foi colaborador da Obra Cozinha Goiana de Bariani Ortencio tendo receitas de suas pesquisas publicadas nas últimas edições do livro. Foi também professor da Escola de Artes Plásticas Veiga Valle da Cidade de Goiás, cronista e colaborador em diversos jornais e periódicos no Brasil. Reside na cidade de Goiás.












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