A Ponte da Lapa, conhecida popularmente como Ponte da Casa de Cora Coralina, localizada na Rua Dom Cândido, no Centro da cidade de Goiás, está passando por obras de revitalização desde o dia 25 de maio. Segundo a gestão municipal, os trabalhos devem durar cerca de 10 dias.
De acordo com a Prefeitura da Cidade de Goiás, a ponte foi interditada para a realização das melhorias, que têm como objetivo garantir mais segurança para moradores e visitantes, além de preservar o patrimônio histórico e melhorar o acesso no local. A passagem de pedestres deverá ser liberada gradualmente conforme o avanço da obra.
Antes da reforma, a estrutura da ponte já aparentava sinais de desgaste devido ao tempo de uso e ao intenso fluxo de veículos e pedestres. Moradores e visitantes observavam o desgaste da madeira e a necessidade de reparos mais amplos na estrutura.
A ponte fica ao lado do Museu Casa de Cora Coralina, um dos principais cartões-postais da cidade, sendo locação para a novela Coração Acelerado, atual novela das 19h da Rede Globo e um dos locais mais visitados por turistas e moradores.
Preservação e ligação com o Museu Casa de Cora Coralina
A diretora do Museu Casa de Cora Coralina relembrou a história da reconstrução da ponte após um importante projeto realizado em 2001. Segundo ela, naquele ano o museu foi contemplado com um edital da Embratur voltado para cidades turísticas, destinado à recuperação de bens móveis.
Na época, foram executados dois projetos: a restauração do calçamento da Rua Dom Cândido, que também promoveu um curso de calceteiro ministrado pelo Iphan para 13 jovens, e a restauração da Ponte da Lapa.
“O museu administrou a obra, contratando o engenheiro Paulo Saddi Filho e o mestre em pontes Sr. Hélio, que na época era responsável pela construção de pontes da Agetop”, destacou a diretora. O marceneiro Willian também participou da confecção do guarda-corpo da ponte.
Ela relembrou ainda que a estrutura estava quase concluída quando ocorreu a enchente de 31 de dezembro de 2001, uma das mais marcantes da história da cidade. Na ocasião, as pontes da Cambaúba e do Carmo foram destruídas pela força da água, enquanto a Ponte da Lapa resistiu e serviu de passagem para a comunidade.
“Foi muito bem feito o trabalho”, afirmou a diretora. Segundo ela, toda a estrutura de madeira foi substituída utilizando madeira de ipê, inclusive com pregos confeccionados no tamanho ideal para garantir a sustentação do assoalho. Antolinda, que na época ainda era ligada ao Iphan, foi designada como fiscal da obra.
A diretora explicou também que, por muitos anos, o Museu Casa de Cora Coralina ficou responsável voluntariamente pela conservação da ponte, por entender a ligação histórica e cultural da estrutura com o museu.
“É a ponte mais fotografada, a que passa mais gente, sejam turistas ou moradores”, ressaltou.
Ela afirmou ainda que, após a prefeitura assumir os cuidados da estrutura, foram realizados apenas pequenos reparos ao longo dos anos, o que contribuiu para o desgaste da ponte. Outro fator apontado foi o trânsito de caminhões com carga pesada, apesar da ponte ter sido projetada apenas para veículos de passeio.
“Foram 25 anos sustentando o trânsito. Reafirmo: a Ponte da Lapa é o cartão-postal da cidade e precisa ser bem conservada, bem feita, para durar pelo menos mais 25 anos”, concluiu.
Higor César Ferreira- Repórter e editor do Jornal Imprensa Criativa cidade de Goiás







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