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Marcelo Tas participou do 26º FICA

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O ator, apresentador, diretor e roteirista esteve no participando do Fórum de Cinema: Conferência, Inovação, a Criatividade na Era Digital, na tarde de sábado(14/06). O Santuário de Nossa Senhora do Rosário foi o espaço para a realização deste fórum

Veja abaixo a entrevista com o Marcelo Tas. Ele é famoso por diversos papéis na televisão, como apresentador do CQC, também esteve nos programas infantis:  Rá-Tim-Bum e Castelo Rá-Tim-Bum, Telecurso 2000 e outros programas e series

As pessoas estão perdendo A criatividade com a chegada da inteligência artificial ?   

Quem está perdendo é quem está distraído. Quando tem novidade e você fica distraído só com a novidade, você pode perder o melhor da festa. Eu vou te dar um exemplo da tecnologia que mais me fascinou quando eu comecei a trabalhar, que era a câmera de vídeo. Não existia uma câmera de vídeo.

 Aí a gente começou a usar a câmera de vídeo e eu fiquei fascinado com o zoom. Todos os primeiros vídeos que eu fazia tinha um monte de zoom, um negócio chatíssimo. É o que o pessoal está fazendo com a inteligência artificial.

Fica inventando um monte de coisa.  Mas qual foi alguma coisa que te emocionou até agora, criado com a inteligência artificial? São poucas coisas. O que me deixa cada vez mais seguro é que o que importa é a história que está sendo contada, (1:46) não é a tecnologia.

Se você não tiver uma boa história, não adianta ter a IA mais poderosa do mundo.  Falando da cidade que é uma cidade histórica. A tecnologia, o moderno e o antigo andam meio lado a lado.

Você acha essa nova tecnologia pode prejudicar alguma coisa do antigo ?

Depende. É a mesma pergunta que eu faria para alguém que, olha, não existia faca de pão. Aí inventaram a faca de pão.

Aí o cara me pergunta se me escuta essa faca de pão que agora vai estar em cima da mesa. Pode prejudicar o meu casamento?  Depende. Você vai usar para cortar pão ou vai usar para ser um homem agressivo com a sua companheira.

Para gerar uma briga. Então ferramenta, quem decide o uso é você.  Então no caso da IA, a mesma coisa.

Então se você começar a se encantar só com a IA e não perceber o encarro que é este lugar que nós estamos e o que que isso pode ser melhorado. Às vezes com o software, Flávio, você pode melhorar a leitura de precipitação de chuvas aqui, botar todo o histórico de precipitação e fazer um estudo do clima e tal. Essas ferramentas ajudam muito mesmo a desenvolver uma visualização de um programa.

Se você fizer uma boa pergunta para ela, ou você pode criar também programas de televisão, como já está acontecendo. Você cria um esquete de humor que uma senhora de maior faz o programa.

E de repente isso começa a atrair muita audiência. E de repente ela tem mais audiência que os programas de televisão que estão no ar, que é a Marisa Maiô.

Estou citando uma criação recente. Por que é tão legal? É por causa da tecnologia? Ou é o cara que criou esse personagem? Ou são as duas coisas quando se encontram? É uma coisa para pensar. Para mim é uma coisa que vai junto.

Você pretende criar alguma coisa na televisão? (4:01) Algum show específico?

Eu fico muito estimulado com todas essas tecnologias. Mas eu tenho uma vida que hoje tem muitas demandas. Inclusive para entender isso e traduzir para o grande público.

Mas eu tenho sim histórias escritas pensando nessas ferramentas. Que nos deixam muitas possibilidades mesmo. Inclusive de responder por que sim.

O próprio por que sim não é resposta. Ele brinca muito como se houvesse uma conversa dele com uma inteligência oficial. Me dá vontade de pensar em outra camada de uso dessa história.

 E você já fazia isso no Castelo Rá-Tim-Bum? 

Exatamente, está na hora de fazer talvez uma atualização desse aplicativo.

Higor César Ferreira- Repórter e editor do Jornal Imprensa Criativa cidade de Goiás 

Fotos- Rosy Braga

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