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Festa de Folia de Reis

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Dona Roxa Seus amigos e familiares mantém uma tradição de 52 anos.

Na Folia de Reis os participantes são responsáveis por levar às casas da comunidade a representação da longa caminhada dos três reis magos para encontrar a sagrada família de Jesus em Jerusalém. Segundo a tradição, quem acolhe os reis visitantes é abençoado. Toda a trajetória, que faz parte do folclore brasileiro, acontece por meio de cânticos, que entoam versos preservados de geração em geração, e melodias extraídas de instrumentos.

Nesta Folia especificamente nós temos a seguinte organização e logo abaixo procuro informar a simbologia, a função de cada um na Folia de Reis.

Dona Roxa é a Imperatriz, e seu neto Rodrigo é o Imperador

Devemos despertar para a preservação do patrimônio material e imaterial e incentivar para que não morra a tradição ao passar de geração em geração. E em Senador Canedo Dona Roxa é um exemplo. `E bonito ver quarta geração de sua família participando e trabalhando junto como ela para que esta manifestação cultural seja preservada

 

Sr. Custódio (este com a faixa branca no pescoço), é o Capitão que tem um papel importantíssimo dentro da Folia, ele é o organizador, chefe da folia, porque ele organiza a logística do grupo, o trajeto, horários e os instrumentos, e é o responsável por improvisar os versos cantados nas residências. Cabe aos mestres a responsabilidade de manter viva a tradição e se encarregar da transmissão oral dele.

 

  • Èrica a neta da Dona Roxa nesta folia ela é Bandeireira ou alferes da bandeira: tem a função de carregar a bandeira do grupo respeitosamente. Ela é apresentada ao chefe da residência onde a folia passa para receberem os donativos oferecidos pelas famílias.

 

 

Em todo o Brasil, a festa de Folia de Reis começa oficialmente no dia 25 de dezembro, quando os grupos saem às ruas cantando e tocando em louvor ao nascimento de Jesus, e lembrando os reis magos, que viajavam guiados pela estrela de Belém. 

 

Folia de Reis; Tradição; Religiosidade Popular

A Folia de Reis, derivada dos festejos realizados às vésperas e no dia dos Reis Magos, surgiu na Espanha, no início do século XIII e de lá foi para Portugal. Foram os portugueses que, no século XIX, a trouxeram para o Brasil. Aqui, elas ganharam novas formas de comemorar o nascimento de Jesus, tornando-se uma
das principais peças do nosso folclore. Em Goias conta-se que a nossa Folia de Reis e oriunda do estado de Minas Gerais.

Folia de Reis  ou Terno de Reis

Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos, tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal como tamboresreco-recoflauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e do acordeão, também conhecida em certas regiões como sanfona, gaita ou pé-de-bode.

Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas, segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do mestre da folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.

As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias

Integrantes

  • Três reis magos: participantes que personificam os reis que visitaram o Menino Jesus, quando ele nasceu: Baltasar, Belchior e Gaspar.
  • Bastiões (palhaços): geralmente três. Eles têm o costume de se chamar de irmãos e possuem obrigações e proibições específicas (como jamais dançar diante da Bandeira). Sua principal função é a proteção da bandeira e a solução do letreiro (que funciona como um enigma) feito pelo dono da casa com folhas e flores, por exemplo, se são colocadas as letras VSR; eles falam um verso para cada letra e dizem o significado, ou seja Viva Santos Reis (VNSA — Viva Nossa Senhora Aparecida, VJC — Viva Jesus Cristo). Eles realizam acrobacias. Usando um bastão vestem-se com máscaras, portam um apito com o qual marcam a chegada e a partida da bandeira, durante as exibições dos bastiões, os espectadores atiram moedas ao chão, em frente a eles para homenageá-los. Eles, então, alegram-se e brincam entre si, empurrando as moedas com o bastão para que o outro palhaço as colete, aproveitam para instigar o público a jogar mais dinheiro, que eles colocam em sacolas para coleta desses donativos.
  • Coro: é constituído geralmente por seis pessoas que são, ao mesmo tempo, cantores e instrumentistas o número, todavia, varia de entre as regiões. Cada membro do coro tem sua função.
  • Capitão, Mestre ou embaixador: é o principal personagem da folia, ou ainda chefe da folia, porque ele organiza a logística do grupo, o trajeto, horários e os instrumentos, e é o responsável por improvisar os versos cantados nas residências. Cabe aos mestres a responsabilidade de manter viva a tradição e se encarregar da transmissão oral dele, como lembra Luís da Câmara Cascudo.
  • Bandeireiro ou alferes da bandeira: tem a função de carregar a bandeira do grupo respeitosamente. Ela é apresentada ao chefe da residência onde a folia passa para receberem os donativos oferecidos pelas famílias.

A bandeira, chamada de “Doutrina”, é feita de pano brilhante. Nela é colada uma estampa dos Três Reis Magos. Representa diretamente O Menino Jesus. Constitui o elemento sagrado da companhia e assim é tratada: beijam-na respeitosamente os moradores das casas visitadas, é passada com muita fé sobre as camas da residência e nunca pode ser colocada num lugar menos digno. Esse respeito perdura durante o ano todo, mesmo passada a época de Reis: na casa onde fica guardada, há orações periódicas diante dela. No universo cultural de nosso povo, a Bandeira é a representação dos Três Reis Magos; por isso, explicam os mestres, ela deve ir sempre à frente pelos representantes dos pastores que seguiram os Três Reis Magos.

  • Festeiro: figura importante, pois é, geralmente, na sua residência que os foliões fazem a “tirada da bandeira” e também é para onde é feito o retorno ao final do “giro”. Às vezes, é utilizada a casa do mestre para a saída e chegada da bandeira ou a casa de alguma pessoa que, por motivo de promessa, arca com as despesas da folia.
  • Obs: É Importante salientar que em Goiás, bem como na Folia da Dona Roxa foi introduzida a figura feminina que antes não existia nas folias, mas, por aqui elas aso figuras de destaque como Imperatrizes, instrumentistas, cantadoras etc.

Em Senador Canedo a  Festa foi no dia 18 de Janeiro próximo passado, e contou com a presença do Prefeito Divino Lemes e da Primeira Dama Laudeni Lemes, e ainda com o Secretario de Saúde Thiago Moura e da Secretaria de Segurança Publica José Wilson Paranaguá. Do Secretário do Prefeito George e convidados.

FOLIA DE REIS NA CASA DA IMPERATRIZ DONA ROXA

Por: Carmelita Gomes

Fotos: Carmelita Gomes – Jornal Imprensa Criativa

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Dona Roxa Imperatriz

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